Aprenda como Aprender e Memorizar com a MÃE das Técnicas de Memorização

 

Este artigo abrange sobre estratégias de leitura, aprendizado, foco e memorização. As abordagens apresentadas variam desde a rotina e a relação pessoal com os livros até técnicas estruturadas para turbinar a memória e a atenção.

A Arte de Ler, Aprender e Memorizar: Insights de Especialistas

A capacidade de ler eficientemente, aprender de forma duradoura e manter o foco em um mundo cheio de distrações são habilidades cruciais. Ao analisar diferentes perspectivas, percebemos que o comprometimento contínuo e a aplicação de estratégias específicas são pilares para o aprimoramento cognitivo.

A Relação Não Cerimonial com a Leitura e a Escrita, por Luiz Felipe Pondé

Para o pensador Luiz Felipe Pondé, a leitura e a escrita são atividades intrinsecamente ligadas e contínuas. Ele descreve uma rotina que permite ler várias horas por dia, muitas vezes em sua biblioteca, onde um livro o lembra de outros, permitindo que ele os consulte imediatamente. Sua abordagem é pouco cerimonializada, tratando os livros como parceiros de trabalho, algo concreto, sem a necessidade de um “cenário” especial para ler. Essa intimidade com os livros permite ler em qualquer lugar e a qualquer hora – no avião, em casa, no aeroporto, antes de dormir, ou enquanto trabalha na biblioteca.

Pondé ressalta que essa relação inclui riscar, anotar e sublinhar os próprios livros, transformando-os em ferramentas ativas de aprendizado. Ele destaca que quanto mais se escreve, mais fácil se torna escrever, citando sua prática de escrita semanal para jornais. Uma frase que ele menciona, embora sem lembrar a autoria exata, encapsula sua filosofia: “não é que eu leio rápido, é que eu entendo rápido”. Para ele, não existe um “livro predileto” para quem lê constantemente, classificando essa pergunta como “ingênua” ou “tola” e uma “relação fetichizada com a leitura”. A leitura, assim como a escrita, é uma disciplina contínua, diária, que sustenta todo o seu trabalho de conteúdo.

Aumentando o Foco e a Capacidade de Aprendizagem, por Claudio Luvizzotti

Claudio Luvizzotti, especialista em memorização, enfatiza que a memória é a arte da atenção. Ele demonstra como a mente humana se divide ao tentar realizar múltiplas tarefas complexas simultaneamente, prejudicando a atenção plena e, consequentemente, a memorização e o aprendizado. Para fazer algo extraordinário, é essencial a capacidade de atenção plena.

Luvizzotti apresenta duas ferramentas principais para otimizar a atenção e o aprendizado:

1. A “MÃE” da Aprendizagem (Motivo, Atenção, Estratégia):
M – Motivo: A verdadeira ausência de memória e aprendizado reside na falta de um motivo. Ter um motivo claro para lembrar algo, como ganhar um milhão de reais, garante a memorização. A motivação é a capacidade de agir impulsionada por um motivo.
A – Atenção: A atenção é a capacidade de estar 100% no que se está fazendo e é o que direciona toda a energia para o aprendizado.
E – Estratégia: Refere-se à melhor condição de aprendizado, que deve conversar com o seu melhor canal de aprendizagem.
Canais de Aprendizagem: Luvizzotti menciona três canais dominantes, baseados na programação neurolinguística e relacionados aos cinco sentidos físicos:
Auditivo: Pessoas que se distraem com ruídos no ambiente de leitura podem ter o canal auditivo forte.
Visual: Pessoas com canal visual dominante podem se beneficiar de um ambiente com pouca poluição visual.
Cinestésico: Pessoas cinestésicas aprendem melhor usando exemplos, associações corporais, cheiros e gostos.
Entender o canal dominante permite otimizar o ambiente e o método de estudo.

2. NAvE (Nível de Atenção por Evento):
NAvE é a prática de ter consciência do seu nível de atenção em cada evento ou atividade que você realiza.
Tarefas automatizadas, como lavar o cabelo ou trancar a porta, muitas vezes são feitas com um nível de atenção muito baixo, levando ao esquecimento.
Ao reduzir o número de eventos simultâneos, a atenção é maximizada.
Perguntar-se “Qual o meu nível de atenção neste evento?” ajuda a corrigir e elevar a atenção, fazendo com que a memória trabalhe a seu favor, evitando esquecimentos e retrabalhos.

A Técnica IARA para Memorizar Nomes e Fisionomias

Claudio Luvizzotti considera a habilidade de lembrar nomes e fisionomias como uma “apólice de seguros contra o desemprego e contra o fracasso na vida”. Ele propõe a técnica IARA para desenvolver essa capacidade:

I – Interesse: Procure algo que você se identifique ou tenha em comum com a pessoa. Pessoas gostam de semelhanças, e criar um interesse comum potencializa a memorização.
A – Atenção: Foque em algo marcante ou que chame a atenção na fisionomia da pessoa. Não se trata de deformidades, mas de características notáveis (ex: tamanho das mãos, testa, dentes, uma pinta, nariz, queixo, cabelo) que sirvam como referência.
R – Repetição:
Silenciosamente: Repita o nome da pessoa de forma “alucinada” em sua mente (“Jubileu, Jubileu, Jubileu…”). Isso gera um registro positivo na memória.
Verbalmente: Repita o nome da pessoa de forma comedida e inteligente em conversas, sem soar “ridículo” ou “idiota”.
A – Associação: Crie uma associação mental do nome da pessoa com outra pessoa, um objeto ou um conceito. Essa associação deve ser criativa, surpreendente e decisiva, sem margem para dúvidas (evitando, por exemplo, associações ambíguas como “Leandro e Leonardo”). Luvizzotti incentiva a criatividade ilimitada nesse processo, preferencialmente de forma silenciosa.

Essas estratégias, desde a leitura contínua e descompromissada de Luiz Felipe Pondé até as técnicas estruturadas de atenção e memorização de Claudio Luvizzotti, sublinham a importância da consciência, do propósito e da prática para otimizar nossas capacidades mentais.

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